terça-feira, 17 de março de 2009

realidades...


Eu acredito em sereias, em personagens misticas, em bruxas, em fadas, em duendes, acredito que eles existem, muito que não seja eles fazem parte do nosso imaginário, logo há sempre um lugar em que eles ganham vida. Mas como distinguimos o que é e não é real? Será que o que condiciona esse realismo é a opinião dos outros? Mas os outros podem até pensar da mesma forma que nós, será que estamos a viver uma realidade em comum então? Por exemplo, duas crianças que acreditem no Pai Natal, não será essa uma realidade presente nas suas mentes? Apesar de desfazada de todos os outros?
As vezes pergunto-me, e calculo que sim, que existam doentes com psicoses iguais, será que eles se iam entender se se conhecessem? E quem nos disse que os autistas não somos nós? Encarcerados na nossa maneira exclusiva de ver as coisas, de ver a "realidade", efeitiçados por coisas, por pessoas, por modas, por programas, por imagens, por ideias pré-estabelecidas de outras pessoas....
Apesar de estar num curso em que não se fala noutra coisa se não em educação, considero que todos os modelos que existem ou existiram (e estou a ser radical agora) são apenas um milimetro de todas as milhas que se tem que percorrer para que todos, e não esqueço ninguem, consigamos atingir o que é mais importante na vida, nós mesmos. Competências básicas de nivel social e cognitivo são importantes claro. Mas e depois? Temos de nos limitar àquilo que está previamente construído e suposto? Porque não desenvolver aulas de autoconhecimento, com a ajuda de meditação, de esclarecimento de tormentos pessoais, aulas de certezas, em que o único objectivo, não é uma classificação impessoal e injusta imposta por um número, mas sim a feliciadade, a auto-realização, descobrir através das possibilidades e oportunidades aquilo que se gosta mesmo, descobrir qual é a coisa que nos faz sentir comnosco mesmos. Poder pensar que amanhã posso ser pintora, por um dia, por uma semana, para sempre, até me apetecer, até me realizar, é uma ideia que se tivesse essas aulas me tinha ocorrido. Mas esta imprevisibilidade apressada da vida nunca, ou raramente, está de acordo com a espontaneadade natural de nós mesmos. Ou quando descobrimos a oportunidade esta já passou a nossa frente, ou os receios da mudança total são demasiados para o risco...
Desenho: MB
Tam.: 1m x 50 cm
lápis de cor e acrílico

1 comentário:

  1. isa maria... adorei todos os desenhos...
    és uma mulher cheia de talento, inspiração e sensibilidade...
    xau xau...
    intes.

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