quarta-feira, 25 de março de 2009

Keep on



" a mulher não é mais do que um homem com uma forma extremamente degradada" (Marquês de Sade (1740 - 1814), Juliette, 1797, citado por Tuana, 1993: 1)
será?
Não é nem vai ser a primeira vez ou última que este tipo de assuntos me envolve por alguns minutos. Porquê o facto de as mulheres simplesmente pertencerem a outro patamar na sociedade diferente do dos homens? Ponderei bastante sobre este assunto e cheguei
à conclusão de que é mesmo assim a ordem natural das coisas. Seremos mais fracas? Hell no! Há mulheres que têm 6 e 7 filhos seguidos...se isso não é resistência então não sei o que é! Seremos menos inteligentes? não me parece, e esta questão só está tão denegrida porque fomos enclausuradas em casa atrás de um fogão durante séculos, nunca nos deixaram dar o nosso parecer sobre o que quer que fosse, logo travaram conscientemente o nosso desenvolvimento, talvez por medo, talvez por comodidade. A verdade é que uma mulher tem tantas ou mais capacidades que os homens para fazer o que quer que seja. A unica coisa que os distingue tem apenas um nome....Sensibilidade! E nós, mulheres, estamos carregadinhas dela! Daí os homens dizerem que nunca nos entendem, eles não sentem como nós, como poderiam compreender? E tudo isto tem um culpado biológico, hormonas, hormonas, hormonas! Se nós não as tivessemos, ui ninguém nos paráva!
E apesar de tudo isto até acho que nos estamos a safar lindamente! Continuem o bom trabalho mulheres!...*
"Pin-up"
Tamanho: 1m X 40cm
lápis de cor e acrílico

terça-feira, 17 de março de 2009

realidades...


Eu acredito em sereias, em personagens misticas, em bruxas, em fadas, em duendes, acredito que eles existem, muito que não seja eles fazem parte do nosso imaginário, logo há sempre um lugar em que eles ganham vida. Mas como distinguimos o que é e não é real? Será que o que condiciona esse realismo é a opinião dos outros? Mas os outros podem até pensar da mesma forma que nós, será que estamos a viver uma realidade em comum então? Por exemplo, duas crianças que acreditem no Pai Natal, não será essa uma realidade presente nas suas mentes? Apesar de desfazada de todos os outros?
As vezes pergunto-me, e calculo que sim, que existam doentes com psicoses iguais, será que eles se iam entender se se conhecessem? E quem nos disse que os autistas não somos nós? Encarcerados na nossa maneira exclusiva de ver as coisas, de ver a "realidade", efeitiçados por coisas, por pessoas, por modas, por programas, por imagens, por ideias pré-estabelecidas de outras pessoas....
Apesar de estar num curso em que não se fala noutra coisa se não em educação, considero que todos os modelos que existem ou existiram (e estou a ser radical agora) são apenas um milimetro de todas as milhas que se tem que percorrer para que todos, e não esqueço ninguem, consigamos atingir o que é mais importante na vida, nós mesmos. Competências básicas de nivel social e cognitivo são importantes claro. Mas e depois? Temos de nos limitar àquilo que está previamente construído e suposto? Porque não desenvolver aulas de autoconhecimento, com a ajuda de meditação, de esclarecimento de tormentos pessoais, aulas de certezas, em que o único objectivo, não é uma classificação impessoal e injusta imposta por um número, mas sim a feliciadade, a auto-realização, descobrir através das possibilidades e oportunidades aquilo que se gosta mesmo, descobrir qual é a coisa que nos faz sentir comnosco mesmos. Poder pensar que amanhã posso ser pintora, por um dia, por uma semana, para sempre, até me apetecer, até me realizar, é uma ideia que se tivesse essas aulas me tinha ocorrido. Mas esta imprevisibilidade apressada da vida nunca, ou raramente, está de acordo com a espontaneadade natural de nós mesmos. Ou quando descobrimos a oportunidade esta já passou a nossa frente, ou os receios da mudança total são demasiados para o risco...
Desenho: MB
Tam.: 1m x 50 cm
lápis de cor e acrílico

segunda-feira, 16 de março de 2009

Aceitar, lidar, conhecer, amar...



Já pensaram na dispersão que existe entre o conceito de início e o de fim? Como é que sabemos se algo teve realmente alguma dessas coisas? E termo de meio?Não veio condicionar a existência desse algo, como condenado de antemão de um fim?
Vocês próprios nunca se colocaram realmente nessa posição, não tomaram já o lugar dessa coisa, percebendo que nos não somos nada mais do que ela?
Que se estão agora a ler isto é porque já tiveram o seu início, provavelmente a começar no penoso e ridículo meio e com um fim, sendo este, embrulhado em tantas dúvidas, das poucas certezas que temos.
Não pretendo com isto, nem nunca o quis, incutir aquele sentimento do tempo a esgotar-se como uma barragem prestes a explodir, não pretendo apressar ninguém, o meu único objectivo é que, ao lerem, sentirem, verem o que vos mostro, se sintam na plena consciência do que significa viver, do que significa viver a sério, ter inteligência, ter emoções, ter prazer.
Ter a audácia de ultrapassar aquelas barreiras invisíveis e intocáveis perante todos, ter a coragem de se conhecer a si mesmo, e no entanto não recear qualquer pedra, qualquer cancro que possa surgir na nossa mente.
Aceitar, lidar, conhecer, amar.
Aceitar que nunca estamos certos de nada, que nunca conhecemos nada o suficiente, aceitar que existem diferentes dimensões, tanto fisicas como mentais, que nós nunca experimentámos, facto este que se não for aceite nunca nos vai deixar passar para o outro lado, para outra dimensão física ou mental, emocional, cognitiva, e até sexual.
Lidar com os primeiros contactos, com a proximidade, com a invasão inconsciente na nossa mente, no nosso coração. Parar não para pensar, mas para sentir, para avaliar aquilo que se sente, que se quer, que se ama, caso contrário é como se toda a experiência até então nºao tivesse qualquer fundamento.
Conhecer todos os promenores, algo que só existe com o condicionamento do tempo, os promenores que se gosta, os que não se gosta, os detalhes únicos, as caracteristicas próprias, os defeitos, as qualidades, os tiques, as combinações de cores dos olhos, o corte das orelhas, o tipo de pele, a impressão digital...e mesmo com tudo isto amar! Amar incondicionalmente algo, alguma coisa, alguém, tudo e todos, ou nada nem nenhum...mas mesmo assim amar...
Desenho: "rootmind"
tamanho: A3 a lápis de cor e esferográfica